Título original: City of Ashes
Autora: Cassandra Clare
Ano: 2008
Páginas: 404
Editora: Record
Sinopse: (Antes de mais nada, saiba que essa resenha contém alguns spoilers do primeiro livro)
"Clary Fray só queria que sua vida voltasse ao normal. Mas o que é “normal” quando você é uma Caçadora de Sombras assassina de demônios, sua mãe está em um coma magicamente induzido e você de repente descobre que criaturas como lobisomens, vampiros e fadas realmente existem? Se Clary deixasse o mundo dos Caçadores de Sombras para trás, isso significaria mais tempo com o melhor amigo, Simon, que está se tornando mais do que só isso. Mas o mundo dos Caçadores não está disposto a abrir mão de Clary — especialmente o belo e irritante Jace, que por acaso ela descobriu ser seu irmão. E a única chance de salvar a mãe dos dois parece ser encontrar o perverso ex-Caçador de Sombras Valentim, que com certeza é louco, mau... e também o pai de Clary e Jace. Para complicar ainda mais, alguém na cidade de Nova York está matando jovens do Submundo. Será que Valentim está por trás dessas mortes? E se sim, qual é o seu objetivo? Quando o segundo dos Instrumentos Mortais, a Espada da Alma, é roubada, a aterrorizante Inquisidora chega ao Instituto para investigar — e suas suspeitas caem diretamente sobre Jace. Como Clary pode impedir os planos malignos de Valentim se Jace está disposto a trair tudo aquilo em que acredita para ajudar o pai? Nessa sequência de tirar o fôlego da série Os Instrumentos Mortais, Cassandra Clare atrai os leitores de volta para o lado mais obscuro do submundo de Nova York, onde amar nunca é seguro e o poder se torna a mais mortal das tentações. "
Depois daquele final torturante foi impossível não ler Cidade das Cinzas. Cassandra só faltou escrever no final: "ou você compra o próximo livro ou eu vou te torturar pelo resto da sua vida com essa revelação que só fez trazer dúvidas para a cabeça de todos. Com amor, Cassandra."
"A dor só é o que você permite que ela seja"
E bem, vamos falar sobre o livro. O Jace sofre bastante, ele passa a ser o alvo da Clave, ninguém parece acreditar quando ele fala que não sabia que Valentim era seu pai e passa a ser tido como cúmplice e para completar a Espada da Alma é roubada, dando direito a morte dos irmãos silêncios, e a desconfiança em Jace só aumenta. E o fato de ser tão sarcástico também não ajudou muito.
"— Ora, vamos, Jace — disse Clary. — Você não pode esperar um comportamento perfeito de todos. Adultos também fazem besteiras. Volte para o Instituto e converse com ela racionalmente. Seja homem.
— Não quero ser homem. — disse Jace. — Quero ser movido à angústia adolescente, sem conseguir confrontar os próprios demônios interiores e descontando tudo verbalmente nos outros.
— Bem — disse Luke —, nisso você está se saindo muito bem."
E além disso, acontecem assassinatos frequentes com os integrantes do submundo. Desconfiados que Valentim estar por trás disso, Clary e Jace, junto com Isabelle, Alec, Magnus, Simon e Luke, começam a investigar e descobrem que o objetivo dos assassinatos é um ritual, onde usando o sangue de cada integrante do submundo, Valentim conseguirá ter controle sobre todos os demônios existentes.
Sobre Clary e Jace, é de partir o coração ver tão nitidamente o quanto os dois se amam e não podem ficar juntos.
Esse livro me deixou extremamente nervosa. Mas não de forma ruim, apesar de acontece muita coisa e às vezes eu sentir vontade de agredir alguns personagens, tudo acontecia no tempo certo e de forma clara. Como Cidade dos Ossos, Cidade das Cinzas é divido em três partes. A narração é em terceira pessoa também, outro ponto que amo na escrita da Cassandra. Outra vez, venho declarar minha tristeza sobre a quantidade de erros de edição que encontrei. Espero que a Record melhore isso.
E ah, o final de Cidade das Cinzas consegue ser, talvez, ainda mais frustrante que o de Cidade das Cinzas.
"O amor transforma as pessoas em mentirosas"



