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[Resenha] Um Perfeito Cavalheiro


Autora: Julia Quinn
Páginas: 304
Editora: Arqueiro
Nota: 

Sophie Beckett é filha ilegítima do Conde Richard Gunningworth, apesar dele nunca ter admitido isso, quando sua mãe morre ela acaba sendo deixada na porta da mansão do conde e ele passa a cuidar dela como sua pupila, mas a semelhança entre os dois é inegável e todos sabem quem Sophie realmente é. 

Os anos se passam bastante solitários para Sophie, que apesar de ter todas as coisas materiais que precisa para viver não tem o carinho do pai. A situação piora quando o conde casa-se novamente e leva sua nova esposa, e as filhas dela, para morarem com eles; por um momento Sophie pensa que poderá ser feliz e aceita na nova família mas quando a madrasta percebe sua verdadeira posição passa a atormenta-la e a torna uma empregada, praticamente escrava, da casa quando o Conde morre.

Vendo todo o maltrato que a menina é obrigada a suportar os criados da casa resolvem ajuda-la a ter ao menos uma noite digna e arrumam tudo para leva-la, as escondidas, ao baile de Lady Bridgerton que é um dos maiores eventos da Temporada de Londres.

Com um vestido prateado e uma máscara que impede que descubram sua identidade Sophie consegue ir ao baile e lá conhece Benedict, é necessário pouco tempo para que se sintam atraídos um pelo outro, mas quando um som avisa que é meia-noite Sophie precisa ir embora e foge de Benedic deixando-o sem explicações e com uma luva esquecida que ele usa no outro dia, e nos próximos seis meses para encontrá-la.

Apesar de suas classes sociais tão diferentes com o tempo seus caminhos se cruzam novamente e uma escolha entre a Dama de Prateado e a Filha Bastada do Conde terá que ser feita.

Obviamente todo mundo achou essa história um tanto familiar, o livro é baseado em um dos maiores contos de fadas que é Cinderela e já começou me encantando a partir disso. Foi o primeiro livro da Julia Quinn que li e faz parte de uma serie, esse é o terceiro, mas pode ser lido sem os outros.

Uma das coisas que mais gostei foi que todos os capítulos são iniciados com um trecho de uma colunista, a Lady Whistledown, que escreve sobre todas as pessoas da alta sociedade do livro e conhece todos os segredos que cercam a cidade, mas ninguém sabe quem ela é. Estou curiosa até agora para saber quem é, espero que a Julia Quinn revele nos próximos livros.

Também gostei da forma como foi retratado os problemas e o amor familiar, além de desigualdade e coisas que hoje achamos ser absurdas mas que nos séculos passados eram altamente comum. Fiquei bem revoltada em algumas cenas e fiquei querendo que a escritora tivesse mudado, mas se ela tivesse feito isso não teria sido tão real.

Então, indico muito esse livro para quem gosta de romances de época, a narrativa e a escrita são envolventes e com certeza fará vocês sentirem muita coisa. :)







[Resenha] A Rosa do Inverno


Autora: Patricia Cabot
Páginas: 416
Editora: Record
Nota: 

Após a morte do seu pai e de seu irmão mais velho Lord Edward é destinado a ser o próximo Duque de Rawling, mas por ser um sujeito que está acostumado a não ter responsabilidades ele evita a todo custo assumir o título e a solução mais fácil que encontra para resolver o problema é ir atrás do filho do seu falecido irmão, o verdadeiro herdeiro. 

O que ele não esperava era que o garoto tivesse uma tia tão incomum para os padrões da época, para começar ela era uma Liberal e não tinha o menor interesse que o sobrinho se envolvesse com pessoas da nobreza que ela julgava ser de má influencia. Era dona de um temperamento forte e opiniões ainda maiores, naquela época podia ser considerado inconveniente uma mulher preferir livros do que ser cortejada e receber propostas de casamento. Mas esse era o caso de Pegeen que entre suas várias características não acreditava na instituição do casamento.

Apesar de tudo isso o que mais chocou Edward foi a idade e beleza de Pegeen, ele a encontrou esperando ver uma tia solteirona e a realidade estava bem longe disso. Agora além de ter que convence-la a ir para Rawling e deixar que Jeremy, o herdeiro, assuma o seu lugar na corte, ele terá que tentar não se apaixonar pela sua concunhada. 

Esse foi o primeiro livro de romance histórico que li da Patricia Cabot, pseudônimo da Meg Cabot, e devo falar que fiquei bastante impressionada. Por conhecer bastante a Meg eu esperava algo parecido com os livros de adolescente dela, mas notei várias diferenças que elevaram o nível: a escrita é bem mais completa e descritiva, a leitura se torna mais séria porém não perde o humor. 

Também tive uma boa surpresa pois esperava um romance totalmente água com açúcar e até meio parado, contudo situações foram acontecendo ao decorrer do enredo e no desfecho algo surpreendente aconteceu, as peças foram se encaixando aos poucos e me senti mais que uma observadora, senti que estava presente na história.

Minha parte preferida desse livro foi a Pegeen que se tornou uma das minhas personagens preferidas, ela é totalmente contraria às personagens de romance, vale a pena ler só pela quantidade de gargalhada que se dá com a língua afiada dela.

Agora só me resta correr atrás dos outros livros da Patricia. Marquei esse livro como um dos meus favoritos e realmente indico para vocês.

[Resenha] Simplesmente Ana

Autora: Marina Carvalho
Páginas: 304
Editora: Novo Conceito
Nota:



Sua vida pode virar de cabeça para baixo de um minuto para outro, exatamente como aconteceu com Ana. O que você faria se passasse toda a sua vida, 20 anos para ser mais exata, pensando que seu pai abandonou sua mãe quando ela estava grávida de você e depois descobrir que isso não passou de uma enorme mentira? Qual seria sua reação ao descobrir que seu pai é rei de um país da Europa e que quer levá-la para assumir o seu lugar na realeza? Ser princesa é um sonho que grande parte das garotas já tiveram quando criança, mas será que um contos de fadas na vida real pode ter um final feliz?

Conheci Simplesmente Ana quando estava procurando um presente para a minha amiga e desde o momento em que bati o olho nesse livro me apaixonei, sem brincadeira, fiquei uns bons quinze minutos só admirando a capa e assim que li a sinopse e senti todo aquele ar de romance de contos de fadas fiquei maravilhada! E quando fui olhar na orelha do livro sobre a autora e vi que se tratava de uma história nacional, tive certeza que era esse o livro! Comprei e pensei seriamente em inventar uma desculpa para faltar o aniversário e ficar com o livro para mim, mas não pude. Mas acabei ganhando ele de outra amiga minha e terminei de ler ontem e estou necessitando compartilhar minha experiência com ele, então vamos lá! o/

Logo no prólogo nos deparamos com um sonho de Ana, que será importante no decorrer da história, e algumas páginas adiante acontece a grande descoberta e ela se encontra pela primeira vez com o seu pai, alguém que ela nem sabia que tinha e que é um completo estranho, mas só para ela, afinal o seu pai é ninguém mais e ninguém menos que Andrej Markov, o rei de Krósvia, o que logicamente torna ela uma princesa.

"Quando ele me contou isso, comecei a rir. Fiquei lembrando de um livro que li sobre uma princesa americana recém-descoberta. Eu estava vivendo algo parecido, com a exceção dos cabelos indomáveis."

Apesar de não querer de imediato, Ana acaba indo conhecer o outro lado de sua vida até então desconhecido, em um primeiro momento ela fica com medo da reação das pessoas quando descobrirem a reviravolta que tomou conta da sua vida, contudo ao chegar na Krósvia percebe que a noticia ainda continuava em segredo, o que a deixa mais tranquila, só que essa tranquilidade acaba no momento em que ela conhece Alexander, um sujeito arrogante que deixa claro sua desconfiança em relação a nova princesa. E a antipatia e reciproca.

Só que isso vai mudando, não pensem que é de uma hora para outra pois o romance vai se construindo aos poucos e nem tudo vai ocorrer nas mil maravilhas, muito drama e surpresas, tanto boas quanto ruins vai acontecer... Agora vocês vão ter que ler para saber, tudo que posso dizer é que as cenas deles dois me arrancaram várias gargalhadas e "awwn"s.


"O pronome nosso é tão intimo, não é? Eu acho. Nosso é meu e seu, é compartilhamento. Se os momentos eram nossos, é porque deveriam ser especiais.”

O livro por ser brasileiro tem uma linguagem muito próxima a que usamos todos os dias, o que faz a gente se identificar mais com os personagens e nos familiarizamos com suas maneiras e atitudes, algo que os livros estrangeiros não conseguem passar completamente. Também há a presença de trechos de músicas em certas partes o que me agradou muito.

Sobre a edição não tenho o que reclamar. Todo capitulo é intitulado com um nome referente ao que vai acontecer, todos os títulos são super bem humorados, outra coisa que gostei bastante! A diagramação está muito boa e as páginas são amareladas (visão agradece!). Também não encontrei erros de digitação.

Enfim, é um livro que indico bastante, principalmente para quem assim como eu ama livros de princesas e afins, hahaha.  




[Resenha] A Marca de Atena - Os Heróis do Olimpo #3

Autor: Rick Riordan
Páginas: 480
Editora: Intrínseca
Nota: 5/5 

Semi deuses gregos e semi deuses romanos finalmente se encontram. Eles necessitam trabalhar juntos para deter Gaia através do plano de Hera/Juno. Mas é claro que a aliança não da certo de imediato. Os romanos não são muito hospitaleiros e não ficam nada felizes em ver o navio Argo II com gregos dentro, principalmente depois de um enorme mal entendido que faz os 7 semi deuses da profecia fugirem as presas e irem de encontro ao seu destino: Achar as portas da morte, resgatar Nico, deter Gaia.

"Ser um herói não significa que você é invencível.  Significa apenas que você é corajoso o suficiente para se levantar e fazer o que é necessário."

E como se não bastasse, outra profecia aparece, dessa vez destina a Annabeth, que sozinha deverá seguir a marca de Atena. Uma missão que ganhou de sua mãe. E uma grande parte da responsabilidade para acabar com a inimizade greco-romana dependerá do seu desempenho. 

"Siga a Marca de Atena.  Me vingue."


No caminho eles encontram vários obstáculos, o que na minha opinião é um dos principais pontos altos do livro. Cada lugar que eles vão em busca de facilitar a missão acaba tendo efeito contrário, tudo parece ser uma grande armadilha. O que torna o livro frenético e você não consegue larga ele até terminar, simples assim
.
"O verdadeiro sucesso exige sacrifício."

Antes de ler o livro eu já sabia o que iria acontecer no final, agradecimentos especiais para os amigos que gostam de spoiler, mas quando li fiquei sem reação! E logo depois foi quando saiu a capa de Casa de Hades, então já viu, né? O jeito é esperar até Outubro.

Um ponto positivo que amei no livro foi o humor, preciso comentar sobre o encontro com o Narciso! Nunca ri tanto como nessa parte, o Leo foi a alegria do livro team Leo, entrou para as páginas para se ler quando se estiver triste. Hahaha. A rivalidade entre o Percy e o Jason também me fez rir muito.

"Ele estava com o cabelo penteado para trás com gel, um par de óculos de proteção de solda na testa, uma marca de batom na bochecha, tatuagens no braço e uma camiseta que dizia IRADO, BAD BOY E TIME LEO.
— É uma longa história." 

O cenas do Percy e Annabeth foi praticamente um presente, depois de passar dois livros esperando e esperando para o reencontro não fiquei nem um pouco decepcionada, pelo ao contrario. 

"Parte dele queria dizer "esqueça o mundo". Ele não queria ficar sem ela."

Nada a reclamar sobre a edição, adorei a capa mas confesso que a imagem da luta é mais emocionante que ela em si. 

[Resenha] A Terra das Sombras - A Mediadora

Autora: Meg Cabot
Páginas: 284
Editora: Galera Record
Nota: 5/5

Suzannah Simon é uma garota de Nova York, isso até sua mãe se casar novamente e ela ser obrigada a se mudar para o estado da Califórnia para morar com sua nova família. Como se não bastasse ganhar um  padrasto que é obcecado por refeições onde toda a família tem que está reunida, Suze também terá que conviver com três meio irmãos que ela apelida cariosamente, ou não tão cariosamente assim, de Mestre, Dunga e Soneca.

Mas esse não é o problema, o problema é que a casa onde ela irá morar é do século XIX, e casas antigas não são nada acolhedoras com mediadores porque quanto mais antigo for o lugar mais chance de haver alguém que morreu lá, ou seja, alguém em busca de justiça que irá irritar Suze até que ela descubra o que precisa fazer para acabar com aquilo que está prendendo o fantasma na terra. Afinal, ser mediadora é muito mais que se comunicar com os mortos, é ajudar eles a seguirem o seu caminho, seja lá para onde eles forem.

"E sou muito boa para ficar imaginando o que as pessoas mortas estão pensando, mas ainda não consegui acertar muito com os vivos."

Então não é à toa que ela fica um pouco perturbada quando descobre que o seu novo quarto já está ocupado. Por um fantasma. Jesse 

“Não que eu fosse me deixar perturbar por esse tipo de coisa àquela altura dos acontecimentos. Afinal de contas, sou uma profissional.”

E ela também vai se deparar com uma patricinha morta que quer matar seu ex namorado. Para isso ela contará com a ajuda de uma pessoa totalmente inesperada, um padre que é diretor da sua nova escola e que também é mediador.

Podem não gostar da Meg e dizer que os livros dela são bobos e infantis, mas nunca vou mudar minha opinião. Amo a Meg e sua escrita é super divertida, natural e leve. Ela consegue te levar facilmente para o cenário do livro com suas descrições e o senso de humor dos seus personagens animam qualquer um. 

A Terra das Sombras é um daqueles livros que você ler em um dia, mas que depois fica morrendo de saudades dos personagens. Tirando alguns erros de edição da Record que já estou acostuma a edição está boa e a capa é simplesmente linda.

[Resenha] Insurgent

Autora: Veronica Roth
Páginas: 525
Editora: Record
Classificação:

"Uma escolha pode transformar te transformar ou te destruir. Mas todas as escolhas tem a suas consequências e à medida que o descontentamento se instaura nas facções que a rodeiam, Tris Prior tem de continuar a tentar salvar a vida daqueles que ama, assim como a sua, enquanto se debate com questões de luto e perdão, identidade e lealdade, política e amor. O dia da iniciação de Tris devia ter sido marcado com celebração e vitória com a facção da sua escolha, em vez disso, o dia terminou com horrores inexplicáveis. A guerra está no horizonte à medida que os confrontos entre as facções e as suas respectivas ideologias crescem. E em tempos de guerras, partidos serão tomados, segredos virão há superfície e as escolhas se tornarão inegáveis e cada vez mais poderosas. Transformada pelas suas decisões mas também pelo seu luto e culpa, descobertas radicais e relações em mutação, Tris tem de abraçar a sua Divergência mesmo sem saber o que poderá perder ao fazê-lo."

Devo falar que tenho um certo medo com continuações de livros, pois muitas vezes o primeiro é tão bom que o segundo acaba desapontando um pouco. Mas a ansiedade sempre me faz correr e pegar a continuação para ler. E dessa vez não me arrependi nenhum pouco! Uma continuação que consegue surpreender e prender o leitor de uma forma frenética e intensa. 

A narrativa começa com os personagens indo para a facção da Amizade em busca de ajuda, já que o sistema da sociedade está basicamente destruído e em guerra, graça aos nossos queridos amigos da Erudição. Ao chegar na Amizade, Tris escuta uma conversa de Marcus com Johanna, a líder da Amizade, onde eles falam de um segredo que a Abnegação morreu para proteger. E é exatamente ai que tá. E você só saberá que segredo é esse no último na capitulo, nas últimas folhas, porque a Veronica é uma pessoa muito agradável com nossos corações.

Em Insurgent conhecemos uma Tris um pouco diferente, onde ela se permite ter seus momentos de fraqueza e conflitos interiores. Ela não superou ter matado o seu amigo, Will, e isso fica claro no livro. Principalmente devido aquela velha história, o que mais queremos esquecer é o que mais fica gravado em nossas memorias. 

E quanto ao Tobias, tem partes de partir o coração dele e outras super "awn". (A Tris "drogada" na Amizade na Amizade é o melhor. Hahaha.) Algumas várias brigas que chegam a dá raiva de tamanha estupidez. E que só se resolverá, novamente, na última página do último capítulo. Frustrante. Eu sei. 

O final é sem palavras! Não tem como descrever, só posso dizer uma coisa:
“My name will be Edith Prior,” she says. “And there is much I am happy to forget.”  :)

A versão em português lança nessa semana, dia 13, pela Rocco. Todo mundo comprando para eu, finalmente ter alguém para conversar!! 

[Resenha] Cidade dos Ossos


Título original: City of Bones: The Mortal Instruments
Autora: Cassandra Clare
Ano: 2007
Páginas: 462
Editora: Record
Classificação:

Clarissa (Clary) Fray sempre teve uma vida normal, mas isso mudou quando ela se tornou testemunha de um assassinato. E como se não bastasse ter presenciado uma morte, ela é a única que consegue ver os causadores dela. Três jovens cobertos de tatuagens (símbolos) e armas fora do comum. Jace, Isabelle e Alec são caçadores de Sombra, Guerreiros Nephilim que têm como missão matar demônios.

Clary não consegue acreditar no que aconteceu e tenta esquecer, mas quem falou que isso seria fácil, aliais, possível? Uma coisa ainda mais estranha acaba acontecendo: Sua casa foi invadida por um demônio e sua mãe sequestrada. Ela não ver outra solução e acaba confiando nos Caçadores das Sombras, e logo se ver envolvida em um mundo que ela jamais pensou ser real.

"Mas Jace, todas as histórias são verdadeiras"

Ela descobre sobre o passado de sua mãe e percebe que sua vida toda foi uma farsa, e descobre também que colocaram uma barreira magica em sua mente, quando criança, que apagou todas as suas lembranças e sua visão sobre esse outro mundo. E para ajudar a sua mãe, Clary terá que romper essa barreira.

E no meio disso tudo ela terá que lidar com seus sentimentos em relação ao sarcástico Jace. 

"As coisas mais terríveis que os homens fazem são em nome do amor"

O livro é narrado em terceira pessoa o que nos dá uma visão maior de narração. Os personagens são apaixonantes e só tenho uma palavra para descrever o final: Torturante. Cassandra realmente me fez sofrer com aquela revelação no final, autores conseguem ser sem coração às vezes. 

Enfim, amei o livro, a unica coisa que me desagradou foram alguns erros de edição no livro. Fora isso ele é totalmente indicado! E ele é um dos vários livros que serão adaptados para o cinema esse ano. Não vejo a hora de poder ver,  ficarei torcendo para que o filme seja fiel ao livro. 

[Resenha] Fazendo Meu Filme




Editora: Gutenberg  
 Páginas: 336  
Classificação:



"Sempre achei que os melhores filmes são aqueles que terminam e deixam no ar os futuros acontecimentos, para que possamos inventar por nós mesmos uma continuação. Minha vida é assim. Não sei como serão meus próximos capítulos, mas posso imaginá-los e tentar vivê-los o mais fielmente possível ao roteiro que eu mesma vou criar."


Estefânia, ou Fani como prefere ser chamada é uma adolescente de dezesseis anos que é apaixonada por cinema e sonha em ser cineastra um dia. Ela recebe a oportunidade de fazer um teste para intercâmbio e acaba passando em primeiro lugar, o que permite que ela escolha o destino da viagem. Mas como deixar para atrás tudo, mesmo que só por um ano? Dúvidas como essa preenchem a cabeça de Fani, e tudo se torna ainda mais complicado quando o seu melhor amigo, Leo, começa a se comportar de uma forma estranha com ela o que pode acaba revelando um sentimento além da amizade entre os dois.

Fazendo meu Filme é um livro doce em todos os sentidos, Paula Pimenta acertou em cheio quando escreveu. Os diálogos são bem humorados e não tem como não se identificar com pelo menos um personagem do livro. Você se vê muitas vezes passando pela mesma situação que a Fani está passando, e é bastante legal conseguir se enxergar em um livro.
O livro se inicia com a lista de filmes preferidos da Fani e cada capítulo começa com um trecho de um de seus filmes preferidos que faz relação com o que está por vir. Além dessas citações o livro também apresenta uma trilha sonora, me apaixonei pelos CDs do Leo para Fani e vice-versa.

Também adorei o fato do livro ser brasileiro, como grande parte dos livros que lemos acabam sendo de outras nacionalidades, é muito bom ter um com essa gostinho brasileiro conhecido. E adivinhem? vai virar filme! Não existe ainda uma data prevista, mas a Paula confirmou que o projeto já está em processo de pré produção.

Outra coisa bastante interessante é que todo mundo sabe que a Meg Cabot é a autora preferida da Paula, e elas duas estão escrevendo um livro juntas com mais duas autoras, a Lauren Kate e Patricia Barbosa. Estou bastante ansiosa por esse livro, afinal, são duas das minhas autoras preferidas juntas.

Enfim, indico bastante esse livro. Como diz a Fani: 5 estrelinhas


"Hoje eu sei que nem um filme é melhor do que a própria vida. Infelizmente as cenas não podem ser filmadas para que eu possa revê-las, decorar as falas e copiar as melhores frases, mas o melhor DVD já inventado é a nossa memória, uma vez que podemos visitá-la sem precisar de nenhuma aparelhagem."


[Resenha] Lola e o Garoto da Casa ao Lado



Editora: Novo Conceito  
  Páginas: 288
Classificação:


"Então você acredita em segunda chance? - Mordo o lábio.
- Segunda, terceira, quarta. O que for preciso. Por mais tempo que leve.  Se for a pessoa certa - ele acrescenta.
- E se essa pessoa for… a Lola?
Dessa vez, ele retém o meu olhar.
- Só se a outra pessoa for o Cricket."

Lola Nolan pode ser tudo menos uma garota comum, isso é refletido tanto em sua forma de se vestir até seu jeito de enxergar o mundo.  Ela é criada por um casal homossexual, Natan e Andy. Sua relação com eles é bastante divertida, o único problema é que eles não aceitam o seu namorado Max, que além de ser roqueiro é mais velho que Lola.  Com o passar da história entram mais dois personagens, os gêmeos Bell,  Calliope e Cricket se mudam para a casa ao lado e Lola se ver obrigada a encarar questões do passado que não foram resolvidas. E o ódio acaba dando lugar a outro sentimento. 

Cricket é aquele tipo de personagem que sou inconformada por não existir na vida real, completamente fofo e apaixonante. Ele ama a Lola da forma como ela é e você se pega torcendo pelo os dois até a última página. 

"- Sei que você não é perfeita, mas são as imperfeições de uma pessoa que a tornam perfeita para alguém."

É um livro bastante fofo e leve, Stephanie Perkins consegue se superar e ainda nos dar noticias de Anna e Étienne! Eles aparecem como personagens secundários no livro e amigos de Lola e Cricket.

Apesar da história ser previsível, é impossível não amar. É muito lindo. Indico muito para quem adora romances água com açúcar. 

E indico também alguns lencinhos para as lágrimas no final. 

[Resenha] Divergente


Editora: Rocco   
Páginas: 504
Classificação:



"Uma escolha decide seus amigos, define suas crenças, e determina a sua lealdade…  Para sempre."

Divergente é a primeira obra de Veronica Roth, trata-se de uma distopia passada em Chicago. Uma cidade futurista onde a sociedade é dividida em cinco facções (Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição). Aos dezesseis anos você será submetido ao teste de aptidão que te dirá para qual facção você pertence e assim você fará sua escolha.  Mas não termina por ai, após sua escolha você precisará provar que você realmente pertence a facção através de determinadas provas, caso você acabe sendo reprovado você passará o resto da sua vida como um "sem facção". Completamente excluído da sociedade e uma vergonha para sua família e amigos. 

A personagem principal, Beatrice Prior, descende da Abnegação, mas algo interessante aconteceu no seu teste de aptidão, ele deu inconclusivo o que significa que ela é Divergente. Mas o que é isso?  Ninguém sabe. Ninguém pode explicar e ela não pode contar para ninguém.  A única coisa certa é que ela corre perigo e não deve chamar atenção. O que desencadeia a história toda.

Beatrice faz sua escolha e passa a assumir uma nova identidade como Tris. O que eu gostei bastante no livro foi o jeito da Tris, ela é totalmente anti-heroína, é magricela, baixinha e chega a ser egoísta em algumas circunstancias. Bastante real. Isso faz você ama-la e querer pular prédios junto com ela, mas não façam isso, haha.

Além do perigo de ser divergente o livro também trás um problema politico entre as facções e a sociedade, e uma guerra se aproxima. Te faz refletir sobre cada escolha que você toma ao longo da sua vida, nas consequências que elas trarão para você e da forma que tratamos aqueles que são diferentes de nós.

O tema principal do livro não é esse, mas também existe um romance e vale constar que finalmente é um livro sem triângulo amoroso o que me agradou muito. Apesar de ser um livro grande a história flui e você se ver devorando as páginas. 

É uma boa recomendação para aqueles que amam ação e distopia. Na verdade, acho que todos deveriam ler esse livro.