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[Resenha] A Escolha

Autora: Kiera Cass
Páginas: 352
Editora: Seguinte
Nota: 


O grupo da Elite foi reduzido e agora apenas quatro garotas continuaram na disputa que está cada vez mais acirrada. Maxon terá que fazer uma escolha mas não será o único, America ainda está indecisa sobre seus sentimentos e precisará decidir que caminho deve seguir, principalmente quando descobre que suas decisões podem influenciar os rebeldes e o destino da sociedade. 

Por se a garota mais impulsiva que se encontra no castelo a antipatia do Rei por ela piora cada vez mais e querendo ou não é ele quem manda e pode por fim em tudo lá dentro, inclusive na Seleção. Então o que é mais importante? Fazer o que o Rei quiser e ficar segura ou arriscar e ter o perigo de perder tudo?

Quando terminei de ler A Elite eu estava bem desanimada com o romance em si do livro, até comentei aqui que senti raiva de todo mundo: da America, do Maxon, do Aspen, da Celeste, do Rei e principalmente da Kiera. O que me prendeu na história foi o lado distópico que mesmo ficando em segundo plano me deixava bem intrigada sobre como seria o desfecho.

Então, quando fui ler A Escolha esperava uma serie de explicações sobre as partes que ficaram em aberto no segundo livro e acabei me desapontando nesse sentido, apesar de ter entendido melhor quem são os rebeldes o final não ficou concreto e deixou a desejar, motivo pelo qual não marquei como cinco estrelas.

Por outro lado, a parte romântica se elevou e fez com que eu realmente gostasse. Fiquei apegada as concorrentes, todas me surpreenderam e passei a entender melhor o comportamento de cada uma delas, a Kiera explorou a amizade, o perdão e a confiança, e eu achei essa uma das partes mais bonitas.

Minha opinião sobre a America não mudou, ainda a acho uma chata e para continuar a tradição teve várias cenas que sentia vontade de dar alguns tapas nela, mas no geral dei valor as suas ações que acabaram sendo úteis. 

O livro é ótimo, devorei ele e me senti um fantoche pois conseguiu mexer comigo em algumas partes, senti tristeza com alguns acontecimentos e em outros estava na maior gargalhada. Então, indico a todos que já leram os outros dois, e caso não tenha ainda da tempo de começar ;)

"Isto não é um ''felizes para sempre''. É muito mais que isso."


Divergente - Filme



Elenco: Shailene Woodley, Theo James, Ansel Elgort,  Miles Teller, Kate Winslet,  Jai Courtney, Ray Stevenson, Maggie Q. 
Direção: Neil Burger
 Gênero: Distopia, romance, ação.
Duração: 139 min. 
Avaliação: 4,0 de 5,0

Em Divergente temos uma distopia que é passada em Chicago. Uma cidade futurista onde a sociedade é dividida em cinco facções, cada uma segue um determinado principio:

A Abnegação é altruísta e administra o governo, a Amizade é das pessoas amáveis e conselheiras, na Audácia estão os corajosos que protegem todos das ameaças externas, na Franqueza os que só falam a verdade, por mais que isso desagrade alguém, e na Erudição os que condenam a ignorância.

Aos dezesseis anos você será submetido ao teste de aptidão que te dirá para qual facção você pertence e assim você fará sua escolha. “Facção antes do sangue”, esse é o lema e deixa bem claro a importância das decisões para os personagens.  

Beatrice Prior nasceu na abnegação, deveria ser bastante simples passar pelo teste, mas algo estranho acontece e seus resultados são inconclusivos, ela é o que chamamos de Divergente. Não sabe-se muito sobre os Divergentes, apenas que é perigoso ser um e que para sobreviver não poderá confiar em ninguém.

Esse era provavelmente o filme que eu mais estava esperando para ver em 2014 e foi uma pequena tortura ter lançado atrasado, em relação aos outros países, aqui no Brasil, mas hoje finalmente consegui assisti-lo! E devo dizer que não me decepcionei, algumas cenas que gostaria de ter visto foram cortadas mas isso não incomodou tanto devido ao restante do filme ter ficado tão igual como imaginei.

Foi louco ver o cenário que tinha idealizado na minha cabeça na tela do cinema. E a atuação foi incrível! Fiquei surpresa com a Ashley Judd que mesmo tendo aparecido pouco teve uma das melhores cenas. A Shailene Woodley pode ser completamente diferente da Tris fisicamente mas incorporou todo o resto e a sua mudança ao decorrer da história foi impressionante e junto com o Theo James deixou o ritmo do filme ainda mais frenético fazendo ser possível sentir a agonia, medo e luta dos personagens.

Após a finalização do filme questões ficam em nossas cabeças, todos sabemos como é difícil viver em sociedade, sendo julgados e encaixados em grupos pela forma como agimos. Divergente acaba sendo uma crítica à essa situação, então, aconselho a todos a irem assistir e despertar para isso porque podemos mudar, afinal, nenhum de nós pode ser controlado. ;)






[Resenha] O Futuro de Nós Dois

Autores: Jay Asher, Carolyn Mackler
Páginas: 384
Editora: Galera Record
Nota: 

"No que você está pensando agora?"

Em 1996 os computadores começam a se tornar parte do cotidiano das pessoas, não chegando a ser algo tão normal quanto hoje em dia, mas conseguindo atingir uma média de metade da população.

Emma, nossa protagonista, ganha seu primeiro computador do seu pai em uma forma de amenizar o fato dele está morando com sua nova família, incluindo a sua meia irmã recém-nascida. Talvez a internet a faça esquecer que ele não é mais tão presente em sua vida.

Ao saber da novidade Josh, nosso outro protagonista e melhor amigo de Emma, presenteia a garota com um CD da AOL, a internet da época, para que ela possa criar seu primeiro e-mail e fruir das 100 primeiras horas de graça no mundo virtal.

Emma se empolga e corre para colocar o CD, mas quando o faz algo diferente acontece, uma caixinha no lado superior com o nome "facebook" chama a sua atenção, e ao clicar ela é direcionada a outra página, uma estranha página com fotos em miniaturas e frases aleatórias sem sentindo algum.

A confusão de espalha ainda mais e se torna surreal quando ela se dá conta que a página é um Perfil Virtual de uma mulher com o mesmo nome que ela e mesma aparência, só que mais velha...

A ideia de está literalmente lendo o seu futuro é insana, isso que Josh diz quando Emma revela sua teoria, mas ao decorrer do livro algumas constatações ocorrem e se torna impossível negar que o Facebook é real. As revelações do que acontecerá aqui a 15 anos são surpreendentes e um tanto desgostosas para Emma o que a faz começar a brincar com o futuro.

Qualquer ação, por menor que for, que você faça agora influenciará em algo bem maior no futuro. Emma não se dá conta do perigo disso e pode acabar estragando as coisas não só para ela, mas para Josh e todos em sua volta.

 “Mesmo que eu tente fazer tudo certo, o efeito de reverberação é inevitável. Tudo mudou no momento em que Emma descobriu o Facebook."

A única coisa que eu não gostei nesse livro foi exatamente a Emma, entrou na minha lista de personagens mais idiotas e chatas, dava vontade de dá alguns tapas nela em seus capítulos. O Josh por outro lado é o oposto da Emma e acabou sendo meu preferido. O final deixou a desejar, mas prefiro pensar que os autores deixaram por conta da nossa própria imaginação. Seguindo o padrão YA o romance é previsível, não existe muito o que comentar e não chega a ser o ponto forte do livro (pelo menos não foi para mim).

Se observar acabamos de entrar no ano de 2014, entre 1996 e 2014 são apenas 18 anos, 18 anos que separam duas épocas com inúmeras diferenças. Quem diria que a internet que naquele tempo era presa em um aparelho grande e pesado como o computador antigo iria caber em um dispositivo pequeno como o celular? Ou que nesse exato momento eu estaria escrevendo em um blog? Um blog? O que era isso há 18 anos atrás? E minha principal perguntar: como será em 18 anos? em 2032?

Acredito que todo mundo já quis saber como será sua vida em alguns anos, o que acontecerá com determinada pessoa? Suas metas terão sido alcançadas? Você estará feliz? O emprego dos seus sonhos será seu? Essas e outras perguntas que só o tempo pode revelar, mas que você fica sonhando e pensando toda hora.

Esse foi o auge do livro para mim, achei a história super interessante e criativa, foi o primeiro livro que li dos autores e me deixou com vontade de ler mais. Ao todo são 65 capítulos, mas eles são curtos e a leitura é rápida e alternada. Foi o primeiro livro que li dos autores e me deixou com vontade de ler outros deles.

Não chegou a ser meu livro preferido, mas indico bastante para quem gosta de YA. 

Fiquem com o Book Trailer do livro que encontrei:


[Resenha] A Once Upon a Time Tale - Despertar


Autora: Odette Beane
Páginas: 304
Editora: Planeta
Nota: 

"Não há maldição pior no mundo que estar sozinho"

O que acontece quando o "felizes para sempre" é interrompido? Como todos os personagens dos contos de fadas acabaram presos no tempo, sem se lembrar de quem realmente são, sem seus poderes mágicos e sendo perseguidos por alguns fantasmas do passado? Só existe uma maneira de parar a maldição, e ela é designada a uma única pessoa, Emma, a filha da Branca de Neve e do Príncipe Encantado. Mas como ela irá acabar com algo que nem mesmo acredita que existe?

No seu aniversário de 28 anos tudo que Emma Swan deseja é não ter que passar mais um aniversário sozinha e, ao apagar a vela, seu pedido é atendido e ela recebe um presente no mínimo inusitado, a visita de um garoto de dez anos,  que afirma ser seu filho e que precisa leva-la até Storybrooke, pois segundo ele, é uma cidade onde todos os moradores são personagens de Contos de Fadas que, após atingidos por uma poderosa maldição, não se lembram de sua verdadeira identidade e agora estão presos no tempo, e a unica esperança para acabar com isso é Emma, a filha da Branca de Neve e do Príncipe Encantado, que foi enviada para Terra antes da maldição ser lançada, tornando-se assim, a única pessoa capaz de derrotar a Rainha Má.

"A vida está aí para ser seguida.  Você tem que seguir a vida. Não parece que seja algo assim tão simples, mas é."

Acredito que a maioria de vocês já conhece a serie de televisão de Once Upon a Time, mas não sei se todos sabem da existência do livro. Eu descobri ele por acaso conversando com uma das minhas vendedoras preferidas da Saraiva (obrigada, Luiza) e achei bastante interessante, pois ao contrário do que estou acostumada é o livro que é baseado na serie, ou seja, cada capítulo foi inspirado em um episodio. 

Eu ainda estou na primeira temporada de OUAT e como o livro é apenas a história da primeira temporada também ajudou bastante, pois assim tive duas formas de interpretar. Só tenho uma coisa a reclamar, que é o fato de só possuir dois pontos de vistas, o da Emma e da Snow White, dessa forma ficamos presos apenas nos pensamentos delas, ao contrario da serie, que vemos de um modo geral e conhecemos mais os personagens secundários.

"As vezes, a vida é apenas confusa, não importa o que se faça."

Obviamente a serie acaba sendo mais completa, mas o livro não deixa de ser bom por isso, afinal não teria como colocar tudo igual a primeira temporada em 300 páginas. E acho importante frisar que um não depende do outro, você pode ler ou assistir separadamente. Recomendo bastante para qualquer pessoa que goste de contos de fadas e deseje uma nova visão das histórias tão conhecidas por todos nós.

Um dos principais pontos positivos do livro preciso disser que foi a estrutura, a diagramação estava linda, cada capítulo começava com aquela letra trabalhada e desenhada e isso dava ainda mais um ar mágico. As folhas são amareladas e tornam a leitura mais simples, confortável e rápida e não lembro de ter encontrado erros. 


Meus trechos preferidos:


"Por que não se liberta disso? - perguntou ela.
- Porque não seria verdadeiro - disse ele - Porque o amor sempre estaria lá no fundo, em algum lugar, comendo você por dentro. Não se pode fingir que aquilo que é verdadeiro não seja verdadeiro. Independente do que você se lembra. Dê-me a dor, e o que é honesto. Eu aceitaria isso a qualquer momento!"

"A vida está aí para ser seguida.  Você tem que seguir a vida. Não parece que seja algo assim tão simples, mas é."


"O amor nos faz mal. Ele assombra nossos sonhos e destrói nossos dias. Começa guerras e termina vidas. O amor já matou mais que qualquer doença."

"O amor nunca parece ter sentido. Nunca é baseado em algo. Não em algo que você possa ver de imediato, pelo menos."

[Resenha] Destino

Autora: Ally Condie
Páginas: 260
Editora: Suma de Letras
Nota: 

"A minha forma de não entrar docemente"

Imagine uma Sociedade onde tudo é controlado por um grupo de pessoas, os Funcionários, que decidem tudo na sua vida, desde o que você come e veste até o dia em que você morre - todos os cidadãos morrem exatamente no seu aniversário de 80 anos. Uma outra coisa que é comandada pela Sociedade é com quem você casa, existe uma escolha a ser feita: se você quer se casar e formar uma família ou ser um Solteiro. Ao escolher se casar, você é convocado pela Sociedade no ano seguinte ao seu aniversário de 17 anos para o Banquete de Pares e lá você irá conhecer o seu Par, a pessoa que é perfeitamente compatível com você quanto a genética, com a finalidade de gerar filhos perfeitos e tornar a Sociedade ainda mais imune de Aberrações e Anomalias. Foi dessa forma que eles conseguiram acabar com várias doenças, o Câncer por exemplo.

"É estranho como nos agarramos a pedaços do passado enquanto aguardamos por nossos futuros"

Nossa personagem principal é a Cassia Reyes, o livro começa exatamente no dia do Banquete de Par dela que está muito empolgada e ao mesmo tempo nervosa, pois, é a ocasião pela qual ela esperou a vida inteira, o dia em que ela verá o rosto do seu par e escutará seu nome pela primeira vez. Mas quando Cassia é chamada para conhecer seu Par o Terminal (a televisão) que deveria exibir o rosto do garoto se apaga, o que significa que o seu Par é da mesma província que ela, algo extremamente raro de acontecer. E para completar, o garoto que é designado para ela é Xander, o seu melhor amigo.

Não poderia ter acontecido algo melhor, suas famílias são amigas e moram na mesma rua, o que significa que nenhum dos dois precisará se mudar. Eles próprios ficam muito felizes com isso e ela acha desnecessário o micro cartão que recebe da Sociedade com todos os dados de Xander e as Instruções de Namoro, afinal, ela sempre foi sua melhor amiga e o conhece melhor que ninguém. Mas no outro dia, ao colocar o micro cartão no Terminal a imagem do rosto de Xander aparece e após alguns instantes o Terminal desliga e quando volta a funcionar aparece o rosto de um garoto diferente, Ky Markham.

Ky e Cassia não são muito próximos, mas ele faz parte do seu grupo de amizade e costumam sair junto às vezes. A verdade é que Cassia nunca prestou muita atenção nele, mas depois do ocorrido começa a reparar mais e como coincidência, passam a fazer a mesma Atividade de Recreação e aos poucos vão se envolvendo e conhecendo um pouco mais um ao outro.

"Nosso tempo juntos parece uma tempestade, parece o vento selvagem e a chuva, parece algo grande demais para ser controlado, mas poderoso demais para escapar."

Além de conhecer o passado de Ky ela passa a saber mais sobre o que está por trás da Sociedade, coisas que ninguém sabe ou desconfia, e o mundo que ela passou a vida todo amando vai se desabando aos poucos e dando lugar a um lugar manipulador e hipócrita, que diz ser tão preocupado com seus habitantes mas que indiretamente os mata, fazendo-os viver como experimentos e envenenando-os aos poucos.

Um dos meus gêneros preferidos é Distopia, pois retrata claramente o mundo em que vivemos e apesar de ser livros futurísticos e por isso ter um certo exagero, a possibilidade de acontecer algo desse tipo com nossa sociedade é gigante, e já acontece se você parar para analisar. Somos constantemente manipulados a fazer o que um grupo de pessoas acha certo, muitas vezes deixando de ser nós mesmos para seguir um padrão ridículo que é criado ao decorrer do tempo.

Eu gostei desse livro por isso, as descobertas da personagem foi muito bem construída e deu para perceber e acompanhar seu amadurecimento. Nem o triângulo amoroso, que é algo que não suporto, me irritou, principalmente porque a Cassia é sincera e isso é uma característica que me fez gostar ainda mais dela. 

"Há tanta coisa que eu quero. Sinto isso com tanta intensidade que sou água, um rio de quereres, recolhido na forma de uma garota chamada Cassia."

Outro ponto positivo do livro é a sua escrita, a Ally escreve de uma maneira muito doce e o livro é recheado de poesia, foi muito gostoso de se ler. Enfim, indico bastante esse livro, principalmente para quem gosta de Distopia e Romance. 

[Resenha] Simplesmente Ana

Autora: Marina Carvalho
Páginas: 304
Editora: Novo Conceito
Nota:



Sua vida pode virar de cabeça para baixo de um minuto para outro, exatamente como aconteceu com Ana. O que você faria se passasse toda a sua vida, 20 anos para ser mais exata, pensando que seu pai abandonou sua mãe quando ela estava grávida de você e depois descobrir que isso não passou de uma enorme mentira? Qual seria sua reação ao descobrir que seu pai é rei de um país da Europa e que quer levá-la para assumir o seu lugar na realeza? Ser princesa é um sonho que grande parte das garotas já tiveram quando criança, mas será que um contos de fadas na vida real pode ter um final feliz?

Conheci Simplesmente Ana quando estava procurando um presente para a minha amiga e desde o momento em que bati o olho nesse livro me apaixonei, sem brincadeira, fiquei uns bons quinze minutos só admirando a capa e assim que li a sinopse e senti todo aquele ar de romance de contos de fadas fiquei maravilhada! E quando fui olhar na orelha do livro sobre a autora e vi que se tratava de uma história nacional, tive certeza que era esse o livro! Comprei e pensei seriamente em inventar uma desculpa para faltar o aniversário e ficar com o livro para mim, mas não pude. Mas acabei ganhando ele de outra amiga minha e terminei de ler ontem e estou necessitando compartilhar minha experiência com ele, então vamos lá! o/

Logo no prólogo nos deparamos com um sonho de Ana, que será importante no decorrer da história, e algumas páginas adiante acontece a grande descoberta e ela se encontra pela primeira vez com o seu pai, alguém que ela nem sabia que tinha e que é um completo estranho, mas só para ela, afinal o seu pai é ninguém mais e ninguém menos que Andrej Markov, o rei de Krósvia, o que logicamente torna ela uma princesa.

"Quando ele me contou isso, comecei a rir. Fiquei lembrando de um livro que li sobre uma princesa americana recém-descoberta. Eu estava vivendo algo parecido, com a exceção dos cabelos indomáveis."

Apesar de não querer de imediato, Ana acaba indo conhecer o outro lado de sua vida até então desconhecido, em um primeiro momento ela fica com medo da reação das pessoas quando descobrirem a reviravolta que tomou conta da sua vida, contudo ao chegar na Krósvia percebe que a noticia ainda continuava em segredo, o que a deixa mais tranquila, só que essa tranquilidade acaba no momento em que ela conhece Alexander, um sujeito arrogante que deixa claro sua desconfiança em relação a nova princesa. E a antipatia e reciproca.

Só que isso vai mudando, não pensem que é de uma hora para outra pois o romance vai se construindo aos poucos e nem tudo vai ocorrer nas mil maravilhas, muito drama e surpresas, tanto boas quanto ruins vai acontecer... Agora vocês vão ter que ler para saber, tudo que posso dizer é que as cenas deles dois me arrancaram várias gargalhadas e "awwn"s.


"O pronome nosso é tão intimo, não é? Eu acho. Nosso é meu e seu, é compartilhamento. Se os momentos eram nossos, é porque deveriam ser especiais.”

O livro por ser brasileiro tem uma linguagem muito próxima a que usamos todos os dias, o que faz a gente se identificar mais com os personagens e nos familiarizamos com suas maneiras e atitudes, algo que os livros estrangeiros não conseguem passar completamente. Também há a presença de trechos de músicas em certas partes o que me agradou muito.

Sobre a edição não tenho o que reclamar. Todo capitulo é intitulado com um nome referente ao que vai acontecer, todos os títulos são super bem humorados, outra coisa que gostei bastante! A diagramação está muito boa e as páginas são amareladas (visão agradece!). Também não encontrei erros de digitação.

Enfim, é um livro que indico bastante, principalmente para quem assim como eu ama livros de princesas e afins, hahaha.  




[Resenha] O Teorema Katherine

Autor: John Green
Páginas: 304
Editora: Intrínseca
Nota: 4/5

Colin Singleton é um jovem prodígio que é apaixonado por anagramas e por livros, quando criança ele fez uma meta de ler 400 páginas por dia, também é fluente em vários idiomas e tem o desejo de se tornar um gênio e dessa forma ser importante na sociedade. Ah, ele também namora só com garotas chamadas Katherine e que sempre acabam terminando com ele. 

No dia seguinte à formatura Colin leva um fora da sua 19ª Katherine e fica deprimido e extremamente magoado e só consegue pensar em como poderia reconquistar a garota. Então é ai que aparecer o Hassan Harbish, que encontra um jeito de tirar o garoto da "fossa", fazendo-o viajar de carro sem destino até ele melhorar.

"É possível amar muito alguém. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela."

Na viajem eles acabam parando em Gutshot, uma cidadezinha de interior no meio do nada, para conhecer o túmulo de um arquiduque, nesse passeio eles conhecem a Lindsey e acabam ganhando um emprego e moradia por uns dias. 

Nesse passeio também acontece o momento "eureca!" de Colin, onde ele decide que pode juntar sua experiencia com Katherines e matemática criando um teorema que determinará em quanto tempo um relacionamento irá durar e quem será o terminante e o terminado.  

Bem, confesso que não gostei muito do começo do livro, esperava uma coisa e foi outra, mas no fim gostei bastante! Adorei o jeito do Colin, me identifiquei bastante com o que ele sentia pelo os livros e passei até a gostar um pouco mais de matemática. 

"Os livros são o melhor exemplo de terminado: deixe-os de lado e eles o esperarão para sempre; dê-lhes atenção e sempre retribuirão seu amor."

Também ri bastante! E quero falar em especial das notas de roda pé com várias curiosidades que acabam sendo uma das melhores partes, sério. Sem falar a bronca que levei do John Green quando fui espiar as últimas páginas antes da hora. 

"[...] deve voltar e ler tudo na ordem, e não tentar descobrir o que acontece no fim, sua criatura curiosa e impaciente"

Enfim, esse livro é fugging bom! E você vai ter que ler pra entender esse trocadilho. ;)




[Resenha] Amada Imortal

Autora: Cate Tiernan
Páginas: 280
Editora: Galera Record
Nota: 4/5

Como seria sua vida se você não pudesse morrer? Sendo testemunha de tantos fatos históricos e sendo a única sobrevivente de um massacre que matou toda sua família? Sim, as coisas para Nastasya não são muito fáceis. 

Amada Imortal é um livro sobre imortais, onde a personagem principal é a Nastasya, uma garota com mais de 400 anos que passou seus últimos séculos de vida de maneira festiva, só bebendo e saindo com seus amigos, também imortais, sem se preocupar com nada. A preocupação não existe porque depois de tanto tempo vivendo, tendo tantas perdas, mágoas, e um passado assombrante, ela simplesmente parou de sentir.

“É por isso que eu não quero mais sentir nenhuma emoção. Porque dói”

Mas Nasty acaba mudando essa atitude, quando vê seu melhor amigo usando Magick, uma magia que todos os imortais possuem e que é divida em dois tipos: a boa e a ruim, para quebrar a coluna de um motorista da táxi só porque ele foi chato com eles. A garota fica horrorizada, principalmente quando percebe que os seus outros amigos nem ligaram para aquilo, acharam até normal. Então é ai que ela recorre a uma solução que pelo menos alguma vez já passou pela cabeça de todos nós: ela decidi fugir. Então ai, começa de verdade a história.

“O principal nessa vida é não ser bom o tempo todo. É ser tão bom quanto se pode ser. Ninguém é perfeito. Ninguém faz a coisa certa o tempo todo. Não é assim que a vida é."

Devo dizer que quando peguei o livro para ler, não tinha muita expectativa, pensei que seria mais uma daquelas histórias clichê de fantasia com algum tipo de romance bobo. Me enganei. O livro é bem escrito e é cheio de lembranças do passado, o que te faz ficar mais preso na história porque você conhece as outras vidas e identidades que os imortais tiveram, vê histórias deles nos tempos de guerras e como eles sobreviveram aos períodos de fome. A parte que explica o poder dos imortais também é super interessante! 

O livro também é super bem humorado, a Cate escreve de uma forma bastante divertida, você se pega rindo várias vezes. A edição está boa, não encontrei muitos erros, se tiver alguma coisa negativa para falar é só a espessura da folha que é mais grossa deixando o livro com uma aparência maior do que ele é. E quanto a capa, só confirmou que não se deve julgar pela capa. Hahaha.

Indico bastante!

[Resenha] Quem é você, Alasca?

Autor: John Green
Páginas: 229
Editora: WMF Martins Fontes
Nota: 4/5

"Como sairei desse labirinto?"

Miles Halter tem uma característica marcante, ele gosta de colecionar últimas palavras. As últimas coisas que as pessoas falaram antes de morrer. E por isso ele sabe que as últimas palavras do poeta François Rabelais   foram: "Saio em busca de um Grande Talvez" e essa frase o motiva a fazer o mesmo, procurar o seu Grande Talvez, com o diferencial de não precisar estar prestes a morrer para fazer isso.

"Chega uma hora em que é preciso arrancar o Band-Aid. Dói, mas pelo menos acaba de uma vez e ficamos aliviados 

Ele muda de escola e isso causa uma enorme reviravolta em sua vida. O nome dessa reviravolta é Alasca. Alasca é uma garota totalmente impulsiva, inteligente e principalmente complicada de entender que fará ele conhecer o labirinto da vida mudando sua forma de pensar.

''Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em quanto será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente."

Seria um livro bobo se fosse só ate ai, mas algo totalmente inesperado acontece (sabe quando você acha que o autor do livro endoidou:?). O livro é separado em duas partes, o "antes" e o "depois" do ocorrido. Os personagens são bem construídos e você vai conhecendo a verdade sobre ele aos pouco. Cada um tem algo no passado que nos ajuda a conhece-los de verdade e responder alguns dos porquês do livro. 

"se as pessoas fossem chuva, eu era garoa e ela, um furacão."

Depois de ler "A Culpa é das Estrelas" eu fiquei louca pela escrita do John Green e a vontade de ler seus outros livros foi imensa e cheia de expectativa. Não me decepcionei mas também não entrou na lista dos meus livros preferidos. John Green é um mestre, sua forma de escrever é impecável, sendo divertido e profundo ao mesmo tempo. Super recomendo!

"[...] tínhamos que perdoar para sair do labirinto."

[Resenha] Cidade das Cinzas


Título original: City of Ashes
Autora: Cassandra Clare
Ano: 2008
Páginas: 404
Editora: Record
Classificação:
Sinopse: (Antes de mais nada, saiba que essa resenha contém alguns spoilers do primeiro livro)
"Clary Fray só queria que sua vida voltasse ao normal. Mas o que é “normal” quando você é uma Caçadora de Sombras assassina de demônios, sua mãe está em um coma magicamente induzido e você de repente descobre que criaturas como lobisomens, vampiros e fadas realmente existem? Se Clary deixasse o mundo dos Caçadores de Sombras para trás, isso significaria mais tempo com o melhor amigo, Simon, que está se tornando mais do que só isso. Mas o mundo dos Caçadores não está disposto a abrir mão de Clary — especialmente o belo e irritante Jace, que por acaso ela descobriu ser seu irmão. E a única chance de salvar a mãe dos dois parece ser encontrar o perverso ex-Caçador de Sombras Valentim, que com certeza é louco, mau... e também o pai de Clary e Jace. Para complicar ainda mais, alguém na cidade de Nova York está matando jovens do Submundo. Será que Valentim está por trás dessas mortes? E se sim, qual é o seu objetivo? Quando o segundo dos Instrumentos Mortais, a Espada da Alma, é roubada, a aterrorizante Inquisidora chega ao Instituto para investigar — e suas suspeitas caem diretamente sobre Jace. Como Clary pode impedir os planos malignos de Valentim se Jace está disposto a trair tudo aquilo em que acredita para ajudar o pai? Nessa sequência de tirar o fôlego da série Os Instrumentos Mortais, Cassandra Clare atrai os leitores de volta para o lado mais obscuro do submundo de Nova York, onde amar nunca é seguro e o poder se torna a mais mortal das tentações. "

Depois daquele final torturante foi impossível não ler Cidade das Cinzas. Cassandra só faltou escrever no final: "ou você compra o próximo livro ou eu vou te torturar pelo resto da sua vida com essa revelação que só fez trazer dúvidas para a cabeça de todos. Com amor, Cassandra." 

"A dor só é o que você permite que ela seja"

E bem, vamos falar sobre o livro. O Jace sofre bastante, ele passa a ser o alvo da Clave, ninguém parece acreditar quando ele fala que não sabia que Valentim era seu pai e passa a ser tido como cúmplice e para completar a Espada da Alma é roubada, dando direito a morte dos irmãos silêncios, e a desconfiança em Jace só aumenta.  E o fato de ser tão sarcástico também não ajudou muito.

"— Ora, vamos, Jace — disse Clary. — Você não pode esperar um comportamento perfeito de todos. Adultos também fazem besteiras. Volte para o Instituto e converse com ela racionalmente. Seja homem.
— Não quero ser homem. — disse Jace. — Quero ser movido à angústia adolescente, sem conseguir confrontar os próprios demônios interiores e descontando tudo verbalmente nos outros.
— Bem — disse Luke —, nisso você está se saindo muito bem."


E além disso, acontecem assassinatos frequentes com os integrantes do submundo. Desconfiados que Valentim estar por trás disso, Clary e Jace, junto com Isabelle, Alec, Magnus, Simon e Luke, começam a investigar e descobrem que o objetivo dos assassinatos é um ritual, onde usando o sangue de cada integrante do submundo, Valentim conseguirá ter controle sobre todos os demônios existentes. 

Sobre Clary e Jace, é de partir o coração ver tão nitidamente o quanto os dois se amam e não podem ficar juntos. 

Esse livro me deixou extremamente nervosa. Mas não de forma ruim, apesar de acontece muita coisa e às vezes eu sentir vontade de agredir alguns personagens, tudo acontecia no tempo certo e de forma clara. Como Cidade dos Ossos, Cidade das Cinzas é divido em três partes. A narração é em terceira pessoa também,  outro ponto que amo na escrita da Cassandra. Outra vez, venho declarar minha tristeza sobre a quantidade de erros de edição que encontrei. Espero que a Record melhore isso. 

E ah, o final de Cidade das Cinzas consegue ser, talvez, ainda mais frustrante que o de Cidade das Cinzas.

   "O amor transforma as pessoas em mentirosas"

[Resenha] As vantagens de ser invisível



Páginas: 223 
Editora: Rocco.
Autor: Stephen Chbosky
Classificação:



Através desse livro conhecemos o Charlie, um garoto de quinze anos que tem um jeito único. Ele é bastante sensível e passou por duas grandes perdas: a morte da sua tia e do seu melhor amigo. A sua forma de desabafar é escrevendo cartas para um "querido amigo" desconhecido, onde ele conta o seu dia-a-dia, experiências e suas descobertas. As cartas acabam sendo destinadas a nós, os leitores, o que nos faz sentir ainda mais dentro do livro. Até mesmo porque, quem nunca desabafou por meio de um texto, uma carta para ninguém especifico? 

"Só preciso saber que existe alguém que ouve e entende."

Charlie está entrando no ensino médio e não tem amigos. Ele passa a maior parte apenas observando as pessoas ao seu redor, imaginando como são suas vidas e esquece de participar da sua própria. E o livro começa ai, quando ele tenta começar a tentar participar. E obtém um certo sucesso quando conhece Sam e Patrick e passa a ter amigos ao seu lado dessa vez.

"As vezes as pessoas usam o pensamento para não participar da vida."

Os personagens têm seus lados bons e ruins, qualidades e defeitos. São pessoas normais que tentam viver da melhor forma. 

"Acho que somos quem somos por varias razões. E talvez nunca conheçamos a maior parte delas. Mas mesmo que não tenhamos o poder de escolher quem vamos ser, ainda podemos escolher aonde iremos a partir daqui. Ainda podemos fazer coisas. E podemos ficar bem com elas."

A depressão de Charlie é colocada no livro e os acontecimentos de sua infância voltam à tona e te fazem pouco a pouco entender o porquê de Charlie ser... Charlie. 

O livro é simplesmente lindo. Te faz refletir, não sobre grandes filosofias, mas simples coisas que acontecem com todos nós. Fatos que muitas vezes ficam pressos em nossas mentes porque não temos alguém com quem falar e podem acabar resultando em desfechos não tão felizes. Foi isso que mais gostei no livro, não tanto o enredo, mas a maneira que ele faz você pensar e se identificar com o Charlie em alguns, ou, vários pontos. 

"E naquele momento eu seria capaz de jurar que éramos infinitos.”